[Vídeo] Andreza Garrett: Beach Tennis

14.04.2021

[Vídeo] Andreza Garrett: Beach Tennis

Hoje o assunto é Beach Tennis (BT), uma mistura do Tênis Tradicional, Vôlei de Praia e Badminton, que vem “marcando” muito nas praias por aí!

Surgiu na Itália, com o nome de Raquetone nas quadras de Vôlei de Praia, em meados dos anos sessenta. Chegou no Brasil em 2008, onde já conquistou tanta popularidade, que está sendo considerado a segunda maior potência neste esporte no mundo.

O BT é um esporte coletivo, que socializa, integra com a natureza, e condiciona o corpo.

O professor André Guelli, treinador de Beach Tennis em Florianópolis, constata que por uma riqueza de benefícios, este esporte cresce tanto em número de adeptos. E se bem trabalhado poderemos realmente ter muitos proveitos, como: condicionamento cardiorrespiratório, ganho de força, agilidade, explosão, velocidade, controle corporal, coordenação motora, concentração, perda de peso, ganho de massa muscular, diminuição do estresse, dentro ainda do cenário de diminuição de impacto pelo solo pela areia.

André Guelli, que realizou aperfeiçoamento com o atual técnico da seleção brasileira, Alex Mingozzi, também ressalta que para termos tantos benefícios e efetividade nos jogos, será primordial a adequação da técnica de jogo, desde a empunhadura até o respeito da capacidade e demanda, de forma individualizada.

Caso contrário, existe a possibilidade da ocorrência das indesejáveis dores e lesões musculoesqueléticas, que por uma regra de compensações deste sistema, podem acometer várias articulações.

Além da boa técnica, outros fatores podem favorecer o risco de lesões, como: a falta de disciplina e condicionamento físico dos atletas recreativos de “final de semana”, os movimentos repetitivos de
membros superiores, e ainda o overhead, movimentos de elevação dos membros superiores acima do nível da cabeça, algo que infelizmente não faz mais parte do repertório motor de nossa sociedade moderna e tecnológica.

Por ser um esporte novo, são escassos os estudos na área, mas o que vemos comumente são as lesões de membros superiores, como bursites, tendinites, síndrome do impacto, epicondilite e entorses de tornozelo e joelho.

Uma recente artigo, da Revista The Physician and Sportsmedicine, descreve uma pesquisa transversal com 206 profissionais de elite e jogadores recreativos, sobre a epidemiologia das lesões por BT.

Os resultados da pesquisa mostram que o ombro foi a área mais lesada. Houve 92 lesões em 92 jogadores, uma incidência de 1,81 lesões por 1000 horas de jogo. E também 77 lesões agudas (23,8% dos jogadores) e 101 lesões crônicas (30,6% dos jogadores).

As principais lesões crônicas foram as tendinopatias dos membros superiores, enquanto a maioria das lesões agudas ocorreram nos membros inferiores. A incidência de epicondilite lateral no cotovelo foi de 0,36 por 1000 horas de jogo. A incidência de lesões em jogadores de elite foi menor que a de jogadores não classificados. Os jogadores de recreação tiveram mais lesões crônicas.

Estudos como este nos trazem um horizonte de estratégias, de treinamento e de fisioterapia, para prevenção de lesões e tratamento, neste esporte com exponencial tendência de crescimento, especialmente em tempos de pandemia, pela possibilidade da prática ao ar livre.

Ouça também o podcast de Beach tennis do @marcounoesporte para descobrir porque este esporte é tão apaixonante! Um bate papo da fisioterapeuta e praticante de BT, Andreza Garrett, e o Beach Tennis Coach – Especialista em Condicionamento Físico e Reabilitação, André Guelli Ulson de Souza, que leciona treinamentos desde 2016 nas principais praias e arenas de Florianópolis.

Andreza Garrett

Por

Andreza Garrett


É fisioterapeuta formada na Udesc, pós-graduada em Ortopedia e em Osteopatia Clínica. Possui formação em RPG, podoposturologia, Mackenzie, Biomecânica Cranio cervical e da Articulação Temporomandibular. 20 anos de experiência em fisioterapia clínica e esportiva, e acredita na abordagem de tratamento biopsicossocial e multidisciplinar.

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