Andreza Garrett: Ballet e seus benefícios no esporte

27.01.2021

Andreza Garrett: Ballet e seus benefícios no esporte

Andreza Garrett: Ballet e seus benefícios no esporte

Para muitos o ballet é considerado uma forma de arte. Encanto, expressão corporal e emoção. É uma dança que, teoricamente, não faz parte dos jogos olímpicos, mas para a coluna de hoje, abordaremos o ballet na essência do movimento, como atividade física.

Como outros esportes, o ballet traz inúmeros benefícios, como disciplina, coordenação motora, equilíbrio, condicionamento físico e gasto energético.

Na visão ortopédica e da reabilitação, o ballet costuma ser indicado como uma atividade que desenvolverá alongamento, equilíbrio, reeducação da postura, e melhora do arco plantar.

Para a professora Margot Lago, o ballet é tudo isso e mais um pouco, afinal ela se dedica nesta prática há mais de 30 anos. Define como uma atividade completa que desenvolverá consciência corporal, ritmo, treinamento da memória, autoestima, sociabilidade, combate a timidez e aperfeiçoamento do senso de confiança, que refletirá em outras áreas da vida.

Como acontece nos outros esportes, tudo dependerá da técnica e da especificidade do treinamento. Margot Lago lembra que as crianças, a partir de 3 anos de idade, poderão usufruir de um trabalho lúdico, de integração entre os aspectos físicos, emocionais, afetivos, cognitivos e sociais. Adolescentes se beneficiaram ainda de um trabalho postural, e na medida que o grau de exigência avança, as vantagens crescem e o gasto energético se torna mais intenso.

Estudos de neurociências, como um artigo publicado no International Journal of Neuroscience, afirma que a dança ajuda também a regular neurotransmissores que evitam a depressão.

O ballet ainda é frequentemente visto dentro de outras modalidades esportivas.
Na elegância da boa postura e nos movimentos dos membros superiores de uma patinadora, na delicadeza gestual de uma ginasta, no saque de uma tenista, nas enterradas de um jogador de basquete, nas acrobacias do nado sincronizado ou num salto de atleta.

Tenistas famosos como Roger Federer e a Maria Esther Bueno (foto), nossa eterna bailarina do tênis, já foram destacados na mídia por suas movimentação etéreas e leveza dos pés.

guga e maria ester

Até o pugilista americano Evander Holyfield, conhecido pelo seu corpo musculoso, revelou que buscou o ballet quando decidiu trocar de categoria. Holyfield (foto) garante que se tornou campeão mundial de pesos pesados, graças às sessões de alongamento com uma professora de ballet, que lhe garantiram mais flexibilidade para fugir dos socos.

É claro que existem algumas contraindicações da prática, que só com uma avaliação biomecânica individualizada e bem detalhada, poderá se estabelecer um treino e um tratamento específico adequado.

Que o Ballet seja uma arte e um esporte para muitos! Que traga consciência corporal, e desenvolva a performance de muitos atletas!

Meu um agradecimento especial a contribuição da professora Margot Lago.
Meus contatos estão aqui embaixo para suas dúvidas!

Um beijo e até a próxima!

Andreza Garrett

Por

Andreza Garrett


É fisioterapeuta formada na Udesc, pós-graduada em Ortopedia e em Osteopatia Clínica. Possui formação em RPG, podoposturologia, Mackenzie, Biomecânica Cranio cervical e da Articulação Temporomandibular. 20 anos de experiência em fisioterapia clínica e esportiva, e acredita na abordagem de tratamento biopsicossocial e multidisciplinar.

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